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❝ Citação

Virtue, then, is a state of character concerned with choice, lying in a mean, i.e. the mean relative to us, this being determined by a rational principle, and by that principle by which the man of practical wisdom would determine it

Da Ética a Nicômaco, livro II, capítulo 6, 1106b36-1107a2. No grego, a virtude é ἕξις προαιρετική, “estado que escolhe”, que Ross traduz por “a state of character concerned with choice”. A régua do meio-termo é o phronimos, o homem de sabedoria prática.

Em tradução livre: a virtude é, então, uma disposição de caráter ligada à escolha, situada num meio-termo, o meio relativo a nós, determinado por um princípio racional, aquele pelo qual o homem prudente o determinaria.

Poucas linhas depois Aristóteles limita o alcance da própria definição: “not every action nor every passion admits of a mean; for some have names that already imply badness, e.g. spite, shamelessness, envy, and in the case of actions adultery, theft, murder” (II.6, por volta de 1107a8-12).

Na pesquisa Pequeno Tratado em Áudio a definição entra no mapa de definições do episódio de abertura, ao lado da “cumeada entre dois abismos” de Comte-Sponville. Ver também arete-adequacao-ao-cosmos e akrasia.