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O amor romântico como sombra persistente
00:34:31 — O amor romântico como sombra persistente
Para fechar, Adriana lembra que o amor romântico aparece em diferentes países europeus entre os séculos XVIII e XIX — primeiro na Inglaterra, depois na Alemanha — e que os romances foram pedagogia central na sua difusão. A versão contemporânea dessa pedagogia é o catálogo do Netflix: aparecem casais homoeróticos, sim, mas o amor que estrutura essas histórias continua sendo romântico. Adriana confessa não ter visto ainda um filme sobre poliamor, lembrando apenas a poligamia mórmon, onde o modelo afetivo seguia sendo monogâmico-romântico. Ele persiste como sombra, como modelo, como gramática que organiza até as relações que se imaginam fora dele.
