↓ Ir para o conteúdo principal

← todas as notas

📎 Webclip

A homenageada ausente

O texto afirma que o pacote de medidas para o setor elétrico homenageia a virtude só na aparência. O governo quer evitar inflação mais alta e piora fiscal, mas as medidas apenas disfarçam os problemas e empurram seus custos para a frente.

Fichamento
#

  • A redução forçada das tarifas em 2013 e a seca de 2014 criaram dificuldade no setor elétrico.
  • As distribuidoras não contrataram toda a energia de que precisavam no ano anterior e passaram a comprar energia termoelétrica mais cara no mercado à vista.
  • Elas compram por um preço maior do que podem cobrar na venda, o que repete em parte o problema visto na Petrobrás.
  • O texto diz que isso já ocorria desde 2013, quando o governo precisou ressarcir as empresas com R$ 8 bilhões, além de R$ 4 bilhões vindos de fundos de reserva do setor.
  • O aumento de custos deveria ser repassado ao consumidor, porque preços precisam refletir custos para o mercado funcionar bem.
  • Como a inflação e as expectativas de inflação já estavam descontroladas, não haveria espaço para aumentar preços neste ano sem pressão adicional.
  • O texto atribui parte da decisão de não reajustar tarifas aos custos políticos de elevar preços em ano eleitoral, o que também teria influenciado os combustíveis.
  • O governo anuncia aumentos só para 2015 e, para 2014, promete ajuda financeira às empresas.
  • Em vez de assumir integralmente o custo nas contas públicas, o governo aporta R$ 4 bilhões e usa a CCEE para tomar R$ 8 bilhões adicionais fora do setor público.
  • O texto sustenta que esse arranjo muda a aparência, mas não a natureza do subsídio, porque o empréstimo provavelmente virá de bancos públicos ou terá garantia do Tesouro.
  • A conta criativa, segundo o texto, apenas corrói a confiança em dados que venham do governo.