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A dieta heterodoxa

A nota argumenta que a mudança da política econômica não veio da pressão dos mercados, mas das evidências do fracasso da política anterior. O autor compara crescimento, emprego, inflação e déficit externo para defender que a continuidade daquele rumo pioraria ainda mais os indicadores.

Fichamento
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  • A ideia de que a nova política representou capitulação aos mercados é tratada como uma das grandes bobagens repetidas recentemente.
  • O autor diz que a mudança decorre das evidências de fracasso da política econômica adotada nos últimos anos.
  • O crescimento médio no primeiro governo Dilma foi menor do que nos oito anos anteriores, e a comparação antiga sugeriria queda ainda maior.
  • O ritmo de expansão do emprego também caiu, e desde 2013 a geração de empregos deixou de absorver o crescimento populacional.
  • A queda na busca por trabalho entre os mais jovens adiou a alta da taxa de desemprego.
  • A inflação acelerou apesar de controles de preços, venda de dólares pelo Banco Central, corte forçado das tarifas de energia e política de preços dos combustíveis.
  • O texto usa esses dados para rejeitar a tese de inflação estrutural e a ideia de que a meta de inflação seria inadequada.
  • O déficit externo passou de cerca de 1,3% do PIB para mais de 3%, superando 4% do PIB no ano anterior.
  • O autor conclui que manter a política anterior levaria a crescimento menor, desemprego maior, inflação mais alta e desequilíbrio externo crescente.
  • A política atual é apresentada como custosa, mas menos cara do que continuar com os desmandos anteriores.
  • Os keynesianos de quermesse são descritos como pessoas que rejeitam a dieta por seu custo e preferem seguir se empanturrando.