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A curva de Rousseff

O texto critica a ideia de que haveria uma troca persistente entre inflação e desemprego, atribuída à presidente Dilma Rousseff. Com base nas falas citadas, o autor diz que as estimativas variam demais e que a relação implícita na chamada “curva de Rousseff” muda de 1 a 2,9, sem base estatística.

Também afirma que a postura do governo mostra desprezo pelos números e pelos dados, já que estatísticas seriam usadas apenas quando confirmam uma visão prévia. O texto relaciona isso à “nova matriz macroeconômica”, às evidências de baixo crescimento, inflação resistente e desequilíbrios externos, além de mencionar a postergação de pesquisas do Ipea e a dificuldade de avaliar os rumos do país.

Fichamento
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  • A presidente insiste na suposta oposição entre inflação e desemprego, apesar de o autor considerar essa relação equivocada.
  • As projeções atribuídas a Dilma são descritas como imprecisas e muito amplas, indo de 8,5% a 15% de desemprego para uma meta de inflação de 3%.
  • A chamada “curva de Rousseff” é apresentada como uma relação implícita entre inflação e desemprego cujo coeficiente varia de 1 a 2,9.
  • O texto diz que não existe troca persistente entre inflação e desemprego, segundo mais de 40 anos de pesquisa na área.
  • As estimativas presidenciais são classificadas como números sem referência à realidade, sem base estatística e sem relevância.
  • O autor sustenta que a administração trata estatísticas como confirmação de uma visão já pronta, e não como teste para corrigir rumos.
  • A “nova matriz macroeconômica” é associada a menos crescimento, inflação mais alta e desequilíbrios externos crescentes.
  • O texto menciona dados ruins das contas fiscais, a postergação de pesquisas do Ipea e a dificuldade crescente de avaliar a condução da política econômica no Brasil.