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Em ‘A civilização do espetáculo’, Vargas Llosa analisa a decadência da cultura
Vargas Llosa apresenta a decadência da cultura como a perda de espaço da reflexão diante do entretenimento e do consumo. O texto recapitula autores que trataram do tema e destaca a ideia de que, hoje, o sucesso comercial passou a definir o valor das obras.
Fichamento#
- O livro de Vargas Llosa parte da ideia de que a cultura tradicional está prestes a desaparecer ou já se esvaziou de conteúdo.
- O autor relaciona a baixa repercussão do livro ao contexto em que o esforço intelectual tende a ser rejeitado em favor de prazeres fáceis e imediatos.
- T. S. Eliot é lembrado por defender a alta cultura das elites, a divisão entre culturas de classe e o papel do cristianismo como base da cultura europeia.
- George Steiner critica Eliot por ignorar o Holocausto e, ao mesmo tempo, lamenta a perda da tradição e a captura da cultura pelo meio acadêmico.
- Guy Debord descreve uma sociedade em que a mercadoria ocupa o lugar central e esvazia a vida interior, enquanto Vargas Llosa aceita esse diagnóstico, mas rejeita a saída revolucionária.
- Gilles Lipovetsky vê a globalização como força que transforma a cultura em cultura de massas voltada a entreter e dar prazer ao maior número possível de pessoas.
- Frédéric Martel trata das indústrias criativas ligadas ao cinema, à televisão e à música de massas, e Vargas Llosa observa que seu livro quase não fala de livros.
- O ponto central destacado pelo texto é a fusão entre preço e valor, em que o mercado passa a decidir o que é bom ou mau.
- Nesse cenário, o texto diz que o descaramento e o marketing substituem o talento e que intelectuais visíveis na mídia tendem a se destacar mais pela autopromoção do que por princípios.
